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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Livro: Para Sempre - Os Imortais

Para Sempre - Os Imortais
Autor: Noel Alyson
Editora: Intrinseca
Categoria: Literatura Estrangeira / Romance
 

Sinopse
“Ever Bloom tinha uma vida perfeita: era uma garota popular, acabara de se tornar líder de torcida do principal time da escola e morava numa casa maravilhosa, com o pai, a mãe, uma irmãzinha e a cadela Buttercup. Nada no mundo parecia capaz de interferir em sua felicidade, o céu era o limite! Até que um desastre de automóvel transformou tudo em um pesadelo angustiante. Ever perdeu toda a sua família. Mudou de cidade, de escola, de amigos, e agora, além de todas essas transformações em sua vida, ela precisa aprender a conviver com uma realidade insuportável: após o acidente, ela adquiriu dons especiais. Ever enxerga a aura das outras pessoas, pode ouvir seus pensamentos e, com um simples toque, é capaz de conhecer a vida inteira de alguém. É insuportável. Ela foge do contato humano, esconde-se sob um capuz e não tira dos ouvidos os fones do i-pod, cujo som alto encobre o som das mentes a seu redor. Até que surge Damen. Tudo parece cessar quando ele se aproxima. Só ele consegue calar as vozes que a perturbam tão intensamente. Ever não entende o porquê disso, mas é incapaz de resistir à paz que ele lhe proporciona, à sensação de, novamente, ser uma pessoa normal. Ela não faz ideia de quem ou o quê Damen realmente é. Sua única certeza é estar cada vez mais envolvida... e apaixonada.”

Nada de vampiros, nada de fantasmas, a onda agora são os imortais. Mas nem assim a obra em questão deixa de ser um filhote, uma mistura genética com falhas entre Crepúsculo e A Mediadora. A autora Alyson Noel, nega ter se baseado ou sequer lido essas duas séries que tiveram grande repercussão, mas tudo na história de Pra Sempre emite o contrário.

Há uma mocinha (vulnerável), um mocinho (exageradamente atraente), e uma paixão “incontestável”. E o que tem de diferente soa tão proposital que não conta a favor, é um ponto contra, como se ela tivesse escrito aquilo justamente para divergir das outras.

Minha nota entre 0 e 10 é 3, ainda levando em consideração a categoria do livro, já que eu comecei a ler tendo ciência que é um romance juvenil. (que fique claro, não tenho nada contra essa categoria, ao contrário, até gosto bastante, mas não posso simplesmente pontuar com os mesmos critérios usados com um Machado de Assis e cia.).

Explicando a nota: é 3, pela exagerada semelhança com livros já existentes, pela linguagem fraca e pobre, pela falta de criatividade, e pela falta de contexto. É uma história que não se explica.

O único lado bom no meu ponto de vista é que é um livro inofensivo, e esses romancezinhos água com açúcar acabam fazendo a cabeça da garotada e incentivado assim a leitura.

Mas aqui pra nós, entre vampiros, fantasmas e imortais, fico com o Edward Cullen!

ps.: A capa ficou muito bacana.

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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Livro: Sr Ardiloso Cortês


Sr. Ardiloso Cortês - Galera
Autor: Landy, Derek
Editora: Galera Record
Categoria: Literatura Infanto-Juvenil / Literatura Juvenil


Sinopse
        Conheça o detetive Sr. Ardiloso Cortês, um esqueleto vivo que anda, fala e atira fogo. E também Stephanie Edgley, menina de 12 anos incomum e talentosa, que tem a sorte de ter Ardiloso como protetor. Essa dupla terá de derrotar um antigo mal que está prestes a destruir a humanidade.

         “Neste primeiro volume da série assinada por Derek Landy, Ardiloso irá se unir a Stephanie, uma menina incomum e talentosa, para investigar um crime que pode ameaçar o futuro da humanidade.

        Nada de espetacular acontecia com a jovem e inteligente Stephanie, mas ela sempre se perguntou se havia algo mais… De fato tudo muda depois da morte de seu tio. Gordon Edgley era um excêntrico autor de horripilantes livros de terror, mas também um sujeito engraçado e brincalhão. Todos sabiam que Stephanie era sua sobrinha favorita, mas ninguém esperava que ela se tornasse a herdeira de grande parte de seus bens; entre eles, os direitos autorais de seus livros e sua casa, uma enorme mansão com mais mistérios que Stephanie poderia imaginar.

        A menina não demora a descobrir que o terror das histórias do tio estava longe da ficção. Depois de sua primeira noite no casarão, pessoas estranhas e perigosas começam a aparecer em busca de uma chave que ela desconhece. Mas Stephanie não está sozinha. O Sr. Ardiloso Cortês, um detetive esperto, irônico e bem-humorado, está pronto para defendê-la. Além do mais, é um esqueleto vivo que anda, fala, faz magia e solta fogo – e isso é algo que Stephanie não pode ignorar.

        Uma dupla improvável tendo que enfrentar um antigo mal que pode destruir a raça humana. O fim do mundo? Só por cima do seu cadáver.”

        Tá, eu sei que o livro é infanto-juvenil, mas é bom d-e-m-a-i-s. Leve, hilariante e estranho, motivo pelo qual me apaixonei. É daqueles que você lê porque é gostoso. Um esqueleto vivo extremamente sarcástico, uma história louca e engraçada. Então para as crianças acima dos 20 como eu, o Sr Ardiloso é uma ótima. Vale a pena se permitir essa diversão.

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sábado, 10 de abril de 2010

Leia Mais

        Um dia desses na sala de aula, meu professor de Português Instrumental me lembrou de uma campanha passada na MTV a bem tempo atrás que era: “Desligue a TV e Vá Ler um Livro.” Durante um tempo, mais ou menos uma hora por dia a emissora cortava a programação e colocava essa frase com letras brancas em uma tela preta e um ruído estranho. As opiniões geradas assim como os resultados foram bem variados. Alguns como o meu professor achou interessantíssima a iniciativa, em contrapartida encontrei em vários blogs e fóruns frases do tipo: “Se eu liguei a televisão é porque quero assistir a programação, não ler um livro.” E quanto a resultados, de acordo com o Estadão 14% do público alvo do canal realmente seguiu o conselho.

        E agora eu encontrei uma pesquisa realizada pela CBL que informa que os brasileiros lêem em média 1,8 livros por Ano. Muito abaixo dos EUA com média de 5 livros, e da França com 7,5 livros/ano por habitante. E vale ainda salientar que dentro dessa média do Brasil 50% são estudantes, e só lêem os livros recomendados pela escola. É no mínimo constrangedor. E olha que tô contribuindo bem pra esse número ser alto, sozinha tenho média de 20 livros por ano, e pretendo só aumentar (só nao o fiz ainda por falta de tempo).

        Não estou aqui pra dar conselho, se conselho fosse bom não se dava, vendia. Nem pra forçar ninguém a desligar a TV ou o computador. Mas Alooou.. ler é bom Demais! Você já experimentou?? Exercita a mente e a criatividade. Te faz pensar realmente. E temos sim que nos alertar com esses dados. O Brasil tem crescido e se desenvolvido bastante, porém não vamos chegar a lugar nenhum sem conhecimento.

        Agora eu sinceramente me pergunto, por que será que os brasileiros lêem tão pouco? Seria a baixa renda, os preços altos dos livros? A preguiça e a comodidade? Ou a falta de cultura da nação de um modo geral? Fica no ar.

A figura abaixo é parte de uma campanha publicitária, obviamente de uma rede de livrarias: Steimatzky. Mas eu achei genial.

Livro: A Hora da Estrela


A Hora da Estrela
Autor: Lispector, Clarice
Editora: Rocco
Categoria: Literatura Nacional / Romance


Sinopse
        A história da nordestina Macabéa é contada passo a passo por seu autor, o escritor Rodrigo S.M. (um alter-ego de Clarice Lispector), de um modo que os leitores acompanhem o seu processo de criação. À medida que mostra esta alagoana, órfã de pai e mãe, criada por uma tia, desprovida de qualquer encanto, incapaz de comunicar-se com os outros, ele conhece um pouco mais sua própria identidade. A descrição do dia-a-dia de Macabéa na cidade do Rio de Janeiro como datilógrafa, o namoro com Olímpico de Jesus, seu relacionamento com o patrão e com a colega Glória e o encontro final com a cartomante estão sempre acompanhados por convites constantes ao leitor para ver com o autor de que matéria é feita a vida de um ser humano.


Jornalista — Por que você escreve?
Clarice L. — Vou lhe responder com outra pergunta: — Por que você bebe água?
J. — Por que bebo água? Porque tenho sede.
C.L. — Quer dizer que você bebe água para não morrer. Pois eu também: escrevo para me manter viva.



        O que falar de uma obra de Clarice Lispector sem exalar ignorância? É um clássico da literatura brasileira (ponto). Uma obra muito valorizada, pedida certa na maioria dos vestibulares. E entre milhões de artigos lidos sobre o assunto a opinião é unânime: “Livro mais surpreendente que escreveu.” – José Castello, “Obra fundamental” - Manoel Freire Rodrigues, e dos leitores desconhecidos “melhor livro que já li na vida”, “Fantástico! Uma verdadeira obra de arte”, “Clarice acertou em cheio.”, “E tem como não gostar desse livro fabuloso?” e etc..

        M-a-s, farei jus ao atributo que minha mãe sempre aponta em mim. Vou ser do contra!! Sou admiradora de Clarice Lispector, seus contos sempre me fascinaram, acho que é possuidora de uma genialidade que não cabe dentro de si. Porém essa obra, não mexeu comigo. Acho que foge das características da autora. Deprimente e sem graça. Definitivamente não me prendeu.

        Tentei pôr em conta as circunstâncias físicas dela e históricas da época em que ela escreveu a história, com câncer e vivendo as conseqüências do final da ditadura militar. Sob pressão dos críticos para se engajar em uma luta política e social. E quanto a isso eu não posso negar, o livro possui um valor solidário imenso.

        Não tenho bons argumentos para dar, simplesmente não gostei. Me irritou a alienação e pureza exagerada de Macabéa e a indecisão do narrador. Mas antes que me apedrejem, eu não estou aqui para influenciar ninguém com a minha opinião. Até porque, convenhamos, é Clarice Lispector. Só lendo.

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quinta-feira, 8 de abril de 2010

Lançamentos de Livros no Brasil em 2010

Passei a vassourinha em uns sites de editoras e afins e descobri a previsão de alguns lançamentos esperadíssimos para 2010. É só conferir, agendar e esperar para correr para as livrarias.



Abril
O Último patriota - Brad Thor
Feios - Scott Westerfeld
Dexter no Escuro - Jeff Lindsay
Vampire Academy: Aura Negra - Richelle Mead
Rangers- A Ordem dos Arqueiros: Feiticeiro do Norte - John Flanagan
Cabeça de Vento - Meg Cabot
Noite Eterna - Cláudia Gray
The 39 Clues: The Emperor’s Code - Gordon Korman
Como falar com um viúvo - Jonathan Tropper

Maio
Terra em Chamas - Bernard Cornwell,
The House of Night: Hunted - P.C. Cast e Kristin Cast
Lua Azul – Os Imortais - Alyson Noël
Como Treinar o Seu Dragão: Como ser um pirata - Cressida Cowel
Caçadora de Estrelas - Cláudia Gray

Junho
The Short Second Life of Bree Tanner: An Eclipse Novella - Stephenie Meyer
Diários do Vampiro: Reunião Sombria - L. J. Smith
Dream Watchers: Wake - Lisa McMann
O Último Olimpiano - Rick Riordan

Julho
Tongues of Serpents - Naomi Novik

Agosto
The House of Night: Tempted - P.C. Cast e Kristin Cast

Setembro
The Clockwork Angel - Cassandra Clare

Outubro
Fallen - Lauren Kate

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Livro: O Monge e o Executivo


O Monge e o Executivo - Uma História Sobre a Essência da Liderança
Autor: Hunter, James C.
Editora: Sextante / Gmt
Categoria: Administração / Auto-ajuda


Sinopse:
       Você está convidado a juntar-se a um grupo que durante uma semana vai estudar com um dos maiores especialistas em liderança dos Estados Unidos. Leonard Hoffman, um famoso empresário que abandonou sua brilhante carreira para se tornar monge em um mosteiro beneditino, é o personagem central desta envolvente história criada por James C. Hunter para ensinar de forma clara e agradável os princípios fundamentais dos verdadeiros líderes. Se você tem dificuldade em fazer com que sua equipe dê o melhor de si no trabalho e gostaria de se relacionar melhor com sua família e seus amigos, vai encontrar neste livro personagens, idéias e discussões que vão abrir um novo horizonte em sua forma de lidar com os outros. É impossível ler este livro sem sair transformado. "O Monge e o Executivo é, sobretudo, uma lição sobre como se tornar uma pessoa melhor.

Estar no poder é como ser uma dama.
Se tiver que lembrar às pessoas que você é, você não é.
MARGARET THATCHER

      Não é à toa que este livro se tornou um dos maiores best sellers da atualidade, com mais de 03 milhões de cópias vendidas no Brasil e traduzido em 11 idiomas. Ele é perfeito.
       Eu já havia lido essa obra de James Hunter há alguns anos atrás e resolvi reler agora cursando a faculdade de administração. E afirmo sem sombra de dúvidas que ele é indispensável a todos que exercem qualquer tipo de liderança. Seja ela formal, como em uma empresa, no exército, ou em casa, na comunidade. Porque sim sempre estamos desempenhando um papel de líder, quer percebamos isso ou não. Você lidera sua família, sendo um pai, uma mãe, lidera irmãos mais novos, lidera colegas na escola e etc.
       Normalmente lemos livros de auto-ajuda pensando em o quão bonito aquilo tudo é na teoria e o quão impossível é aplicar aquilo na prática. Inclusive é isso o que um dos personagens tenta provar a maior parte do tempo. Por essas e outras, eu não enxergo O Monge e o Executivo com um livro de auto-ajuda. Para mim é uma apostila, um tutorial, que deve sim ser aprendido e praticado.
nbsp;       Não é moleza, realmente, mas quem disse que liderar é fácil?
       Como no epílogo: Esse é apenas o primeiro passo em uma nova jornada.

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terça-feira, 6 de abril de 2010

Livro: A Menina que roubava Livros


A Menina que Roubava Livros
Autor: Zusak, Markus
Editora: Intrínseca
Categoria: Literatura Estrangeira / Romance

Sinopse:
         “Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a Morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história, em "A Menina que Roubava Livros", livro há mais de um ano na lista dos mais vendidos do "The New York Times".
         Desde o início da vida de Liesel na rua Himmel, numa área pobre de Molching, cidade desenxabida próxima a Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido da sua existência. Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor desempregado e uma dona de casa rabugenta. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, "O Manual do Coveiro". Num momento de distração, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o primeiro de vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes.
         E foram estes livros que nortearam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transformada diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado à Morte. O gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. E as palavras que Liesel encontrou em suas páginas e destacou delas seriam mais tarde aplicadas ao contexto a sua própria vida, sempre com a assistência de Hans, acordeonista amador e amável, e Max Vanderburg, o judeu do porão, o amigo quase invisível de quem ela prometera jamais falar.
         Há outros personagens fundamentais na história de Liesel, como Rudy Steiner, seu melhor amigo e o namorado que ela nunca teve, ou a mulher do prefeito, sua melhor amiga que ela demorou a perceber como tal. Mas só quem está ao seu lado sempre e testemunha a dor e a poesia da época em que Liesel Meminger teve sua vida salva diariamente pelas palavras, é a nossa narradora. Um dia todos irão conhecê-la. Mas ter a sua história contada por ela é para poucos. Tem que valer a pena.”


Quando a morte conta uma história, você deve parar para ler.


        Quando vi esse livro na prateleira da livraria, de cara me identifiquei com ele. “A menina que roubava livros”, eu logo disse: - essa é das minhas. Claro que nunca roubei nenhum livro, (tirando um que peguei emprestado e disse que nunca mais devolveria. Mas eu avisei), contudo não roubei nenhum não por falta de vontade, e sim porque desde pequenininha minha mãe me ensinou que é feio, antiético, imoral e crime. Mas que atire a primeira pedra o viciado que nunca sentiu a mãozinha coçar em segurar um exemplar que tanto queria.
        Bem, deixando nossos “desejos furtivos” de lado, o que interessa é que o título da obra é só 1/10 do que é retratado nela por Markus Zusak.
        Ganhei esse livro no natal de 2008 e só consegui terminar de ler em janeiro de 2010. E se tratando de mim é realmente de impressionar. Normalmente acabo um livro com aquela média de folhas em um mês aproximadamente. O que acontece é que não sou nenhuma crítica, não leio de forma racional e analítica, sou só uma leitora que se envolve profundamente com o conto. E o que encontrei foi uma história que emociona verdadeiramente e chega a ser pesado. Porém, realmente vale a pena ser lido, que seja em um ano, dois, ou para os mais fortes, em menos tempo. Mas não se envolver é impossível.
        Na verdade não é difícil entender o motivo. Markus é ousado e brilhante, ao falar de uma das épocas mais dolorosas vividas pela humanidade, o Nazismo da Alemanha do ideário de Hitler, visto pelos olhos de uma garotinha.
        Ele mistura dor e poesia, em uma linguagem simples, mas charmosa, com uma dose enorme de sarcasmo bem próprio da narradora – a morte.


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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Livro: Dez Dias de Cortiço



Dez Dias de Cortiço

Coleção Descobrindo os Clássicos
Autor: Jaf, Ivan
Editora: Atica
Categoria: Literatura Infanto-Juvenil / Literatura Juvenil

Sinopse
        “Logo depois de completar 50 anos, Eduardo, entediado editor de um grande jornal carioca, entra em crise e abandona tudo para realizar um sonho de juventude - escrever um livro-reportagem a partir do romance O cortiço, de Aluísio Azevedo. Aluga por dez dias o apartamento de um dos porteiros do prédio onde mora, levando seu filho Sérgio. No prédio, Sérgio conhece uma realidade social diferente da sua e se aproxima do pai, praticamente um estranho até então. Eduardo, por sua vez, redescobre um idealismo que há muito lhe parecia perdido.”

        O livro de Ivan Jaf é uma releitura da obra O Cortiço, do escritor naturalista Aloísio de Azevedo. Tem uma linguagem leve, contemporânea, e até divertida. Ideal para os adolescentes que sentem dificuldades para ler. Uma lição de vida.
        Jaf faz um retrato fiel da realidade brasileira nos dias de hoje, mostrando que assim como na época de Aloísio, a diferença econômica e social ainda são enormes e que a maioria das pessoas vivem alienadas, sem conhecimento da situação.

Resumo:
        “ Você já se imaginou morando num prédio com cinquenta apartamentos por andar, quinze andares, mais de setecentos "casulos" no total, somando cerca de duas mil e quinhentas pessoas ? Gente de toda a sorte : aposentados, manicures, quiromantes, desempregados, enfim, brasileiros de baixa renda, comprimidos do mesmo espaço, partilhando intimidades, respirando o mesmo ar.
        Pois é exatamente nesse aperto que se metem Eduardo, ex-editor de um grande jornal carioca, e seu filho Sérgio, típico adolescente mauricinho, um tanto mimado pela família e cego para determinados aspectos da realidade brasileira.
        Eduardo - o pai cinquentão, em plena "crise de meia-idade" - quer abrir mão do status profissional e da estabilidade econômica, arduamente conquistados, para retomar um sonho de juventude: escrever um livro-reportagem atualizando o livro O Cortiço, de Aloísio Azevedo. Isto é: imaginando como o autor naturalista escreveria hoje sua obra de maior sucesso.
        A fim de realizar seu projeto, aluga por dez dias o apartamento de um dos porteiros do prédio em que mora. Resolve se mudar para o que vê como um cortiço moderno e experimentar in loco a vida em condições precárias de moradia.
        De outro lado, o jovem Sérgio, mesmo tentando se esquivar de todas as maneiras, vê-se impelido a acompanhar o pai. No prédio de conjugados, ele não apenas conhece uma realidade social muito diferente da sua como também se aproxima do pai e conquista novos amigos. É o caso de Matias, um velho pescador que vive repetindo frases espirituosas, mostra viva da sabedoria popular, e dos integrantes de uma banda de forró. De quebra, apaixona-se por Ana e, principalmente, descobre, graças ao envolvimento com a leitura e ao trabalho sobre O Cortiço, a vida vazia que levara até então.
        Dez dias de cortiço compõe um retrato da vida injusta nos grandes centros, marcada pela segregação urbana e pela exploração incessante dos mais desfavorecidos. À luz do diagnóstico feito por Aluísio Azevedo há mais de um século, o leitor talvez se assuste com a permanência de problemas que assombram a sociedade brasileira há muito tempo.”


Ps.: O download deste livro ainda não foi autorizado pelo autor.

quarta-feira, 10 de março de 2010

O começo

        
        Folha em branco, caneta ops teclas nas mãos.
Dizem que primeiro post a gente nunca esquece, mas será que é algo memorável pela emoção ou pelo trauma vivido?
Pois é, eis que chega a hora da minha primeira vez (de postar claro).

Me apresentando:
        Me chamo Flávia Graziela (o Graziela foi gracinha da minha mãe =/) Ferraz ... ! Tenho 24 anos, sou estudante do curso de administração, e sou bibliomaníaca. Leio sempre. Desde que aprendi.
Como viciada exemplar que sou, prefiro não estipular a mim mesma um gênero ou estilo, leio o que estiver ao meu alcance, de Revista Tititi e bula de remédio à shakespeare e Machado de Assis. Afinal, qualquer tipo de cultura é válido. Inclusive cultura inútil. Adoro compartilhar leitura, detesto emprestar meus livros. =)

“A paixão pelos livros é a mais benéfica das compulsões humanas. A bibliomania, o ‘furor de ler livros e de os ter’, como definiu d’Alembert, garante a quem por ela é acometido prazeres sutis e constantes...”

Apresentando os livros:
        O livro é a melhor companhia que se pode ter. Te distrai, te informa, te encanta. E você nem tem que retribuir.
        O melhor presente que se pode receber. Podem lhe tirar tudo que é precioso, mas ninguém é capaz de lhe tomar o conhecimento.
        A melhor viajem que se pode fazer. Não é necessário dinheiro, nem arrumar malas, não é preciso visto, passaporte, manutenção de carro, passagem de qualquer tipo. Não vai sentir saudades de casa, nem se distanciar das pessoas que deseja por perto. Não precisa faltar ao trabalho, nem matar aulas. Não precisa se arriscar. Para os livros não existem fronteiras. Você é livre pra ir a todos os lugares, conhecer tudo, e voltar quando quiser.

Apresentando o Blog:
        Percebendo que passava mais de meia parte do meu tempo livre, nas páginas do Google à procura de informações sobre livros, e nem sempre era bem sucedida, resolvi criar esse blog, que será utilizado para notícias, debates, críticas, informações e o que mais for conveniente na vida da literatura. Espero com ele ao menos facilitar a vida de muitos leitores desesperados como eu, reunindo informações úteis em um só lugar.

Espero que dê certo!


Então, até o segundo post. =)

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